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Por que sou pré-candidato a deputado distrital

Por que sou pré-candidato a deputado distrital

No último dia 6, cercado de amigos e apoiadores, fiz o lançamento da minha pré-candidatura a deputado distrital. Muitos dos presentes estão comigo desde 2014, quando fui pré-candidato pela primeira vez, porque acreditamos na mesma coisa: há uma carência de honestidade, ética e de compromisso com o povo do Distrito Federal no nosso Legislativo.

Durante as duas últimas legislaturas tivemos situações bastante ruins para o Distrito Federal. Cito algumas para ilustrar o tamanho dos problemas: a pandemia da Covid 19, em 2020, cujo enfrentamento virou caso de polícia; os balanços maquiados do Banco de Brasília (BRB) de 2022 e 2023, que o Banco Central mandou refazer; a tentativa de passar um Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), que destinavas áreas verdes para a exploração imobiliária, em 2024; mesmo ano em que a epidemia de dengue, que aconteceu por falta de ações prévias e de falta de aplicação de recursos financeiros na vigilância ambiental; e o escândalo dos negócios e fraudes entre o BRB e o Banco Master, desde 2024 até agora.

Esses são alguns pontos extremos, onde a má gestão dos recursos públicos, a corrupção e a falta de políticas públicas para atender às necessidades e reais interesses da população resultaram, em vários casos, investigações policiais e processos judiciais. Custaram muito dinheiro público desperdiçado, sacrificaram trabalhadores, prejudicaram a qualidade de vida das famílias brasilienses, causaram sofrimento e tiraram muitas vidas.

Em todas essas situações e em várias outras, apontei os riscos antes que ocorressem, denunciei quando se concretizaram e cobrei providências, como a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito, para que os culpados fossem responsabilizados e medidas fossem tomadas para ressarcir os cofres públicos e para que os erros não se perpetuassem ou se repetissem. Fui à imprensa, enviei ofício e bati pessoalmente nas portas do GDF e dos parlamentares.

Outras vozes também se levantaram – felizmente não sou o único a cobrar moralidade na gestão do que pertence ao povo – mas o nosso clamor foi arquivado. As CPIs nunca foram instaladas. Os assuntos esfriaram. O dinheiro público se perdeu. Brasília não avançou como poderia e os serviços públicos oferecidos pelo Governo do Distrito Federal, em especial o de saúde, estão cada vez mais estrangulados.

Há um desrespeito evidente na condução das políticas públicas e um descaso por parte do Legislativo, que tem obrigação de fiscalizar a atuação do GDF. Na saúde, que é meu foco principal, o funcionamento de unidades básicas de saúde, UPAs e hospitais públicos se torna cada vez mais deficitário e desorganizado.

Os usuários do SUS peregrinam de porta em porta, acordam de madrugada para enfrentar a fila da UBS ou da farmácia de alto custo e, boa parte das vezes, voltam para casa frustrados.  As listas de espera por consultas especializadas, exames e cirurgias não diminuem. O GDF não faz o que deveria e a Câmara Legislativa faz corpo mole, não fiscaliza, não cobra, não toma partido do povo.

Quando a situação fica insustentável e a imprensa aperta, o governo faz mutirão, encosta uma carreta numa praça para algum procedimento ou exame ou monta uma tenda e a prestação de assistência à saúde do cidadão brasiliense perde até a dignidade da higiene – é feita no meio da rua mesmo, na poeira, debaixo de sol quente ou de chuva.

Em outras áreas, quando o que se propõe é muito explicitamente contra o interesse público, como no caso do PPCub, o GDF recua e o Legislativo abafa a situação. Mas nós não podemos permitir que o mal feito continue sendo escondido, que a providência só venha depois do escândalo, que a gestão de recursos públicos vire objeto de investigação policial e processo judicial e que continue prejudicando aqueles que mais precisam dos serviços públicos que o Estado, o GDF no caso, é obrigado a oferecer a todo cidadão.

No caso do BRB, o que ocorreu foi transferência de recursos públicos para um banco privado e a socialização do prejuízo. Na saúde a mesma coisa, com outros atores, vem ocorrendo há mais tempo ainda, só não de forma tão escandalosa como no caso BRB/Master. E o nosso Legislativo assiste inerte, como assistiu no caso do BRB.

Nós temos que levar para a Câmara Legislativa pessoas que nos defendam e não que colaborem com a precarização do Distrito Federal. Nós precisamos, também, manter a nossa cidade como um monumento vivo da arquitetura mundial e como um pólo de qualidade de vida, um exemplo a ser seguido.

Nossas ações não têm foco único na área da saúde. Seja na segurança, seja na educação, seja no transporte público, na questão da moradia, da geração de emprego e renda e na proteção dos vulneráveis – é lá que está a nossa atenção. Porque isso é cuidar das pessoas, é compromisso com a coletividade.

Chega de sofrimento. Chega das pessoas irem ao hospital e não encontrarem médico, não conseguirem internação, não conseguirem realizar suas cirurgias. Chega da população de Brasília migrar para o entorno. Chega das ameaças constantes àquilo eu levamos décadas para conquistar e para construir.

O meu compromisso maior sempre foi com a coletividade, desde que eu cheguei em Brasília. Como pré-candidato, o compromisso é trabalhar na Câmara Legislativa para resolver os problemas e buscar os caminhos para superar os desafios, para buscar melhorias nas condições de vida e no respeito ao cidadão. Meu compromisso é trabalhar na construção de o Distrito Federal que o povo merece.

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