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Agora é o eleitor quem escala a seleção que vai jogar na arena da política

Agora, o eleitor é quem faz a escação do time que vai entrar em campo em 2027

Está adiado por mais quatro anos o sonho do hexacampeonato na Copa do Mundo de Futebol da Fifa. Estão suspensos os memes com o Haaland e a nossa rixa de estimação com os hermanos argentinos. A Copa do Mundo acabou e chegamos, enfim, ao evento principal de 2026 no Brasil: as eleições gerais. Agora, você eleitor é quem faz a escalação do time que vai entrar em campo.

O resultado da Copa não foi o que queríamos. Não tínhamos mais o que fazer em relação a ela do que torcer ou, no máximo, acompanhar a febre da troca de figurinhas para completar o álbum dos ídolos do futebol mundial. Agora, podemos mais, temos poder de escolha na escalação de quem vai decidir rumos e comandar o Distrito Federal e o Brasil pelos próximos anos.

É bem verdade que as eleições deixaram de ter o sabor de festa desde o fim dos showmícios e que o clima de disputa tem sido pesado. Mas, mais do que o foco na polarização política e na torcida, o eleitor precisa ter em mente o que cada um de nós quer para nossa cidade e o nosso país e fazer com muito critério a escalação pessoal do time de representantes nas casas legislativas e nos palácios de governo. Não é jogo e torcer contra não tem serventia nesse processo. Temos que ter foco no que é melhor para as vidas de todos nós.

Aqui no DF já temos referências suficientes para conhecer o desempenho de quem já esteve em campo na política e estão novamente na disputa pela preferência do eleitor. Vamos combinar que há figurinhas repetidas que não mostraram a que vieram e outras cujo desempenho foi só bola fora e não têm porque continuar em campo.

Há centenas de candidatos que começam a mostrar a cara e disputar a sua preferência. No entanto, boa parte não tem histórico nenhum que mostre qualificação para defender a vontade do povo na Câmara Legislativa ou no Congresso Nacional. Na disputa pelo cargo de governador a grande maioria dos pré-candidatos já vêem buscando projeção popular há mais tempo e há mais dados para o eleitor saber quem é quem.

Ao eleitor cabe a tarefa de avaliar as candidaturas e não é uma empreitada fácil. Primeiro porque é muita gente. Depois porque tem muita gente falando muito de muita coisa. E muito do que se diz tem mais a ver com o que os pretendentes a candidato pensam que o eleitor quer ouvir do que com o conhecimento ou compromisso do candidato a candidato com o assunto ao qual se refere.

Na área da saúde mesmo há um volume imenso de gente falando coisas de que nem têm ideia. Outro dia me mostraram uma postagem de uma pretensa candidata dizendo que, no primeiro dia de mandato, vai propor uma “Lava Jato” pra apurar o gasto de R$ 11bilhões com salários na Secretaria de Saúde. Só pra ficar claro: a cifra citada é fantasiosa e a “Lava Jato” foi uma operação do Ministério Público e não de uma Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI). Esse é só um exemplo de discurso pirotécnico, agrada o ouvido por se referir à moralidade no gasto do dinheiro público, mas não tem lastro na realidade.

As eleições são a festa da Democracia, mas não são espaço para brincadeira, nem para achismos ou descompromisso com o conjunto da sociedade. O erro na escolha do eleitor não resulta só em uma decepção pela perda de um título em uma disputa esportiva. O voto errado tem reflexo no dia a dia de cada um de nós: no salário, no prato de comida, no transporte público, nos impostos que pagamos, nas oportunidades de trabalho, na assistência à saúde, na limpeza das cidades, na educação dos nossos filhos, na qualidade de vida presente e no futuro da nossa cidade e do nosso país.

Os erros fazem parte da vida e aprender com eles é sinal de crescimento e de maturidade – é a sabedoria que a experiência de vida nos proporciona. No campo político, os processos eleitorais nos dão oportunidade de corrigirmos erros cometidos nas escolhas passadas de candidatos que não corresponderam às expectativas que criaram. Essa é uma das belezas da Democracia.

Vamos, sim, festejar a Democracia e vamos para as ruas defender aquilo que acreditamos, mas vamos fazer isso com responsabilidade, com seriedade e com compromisso com o bem-estar do conjunto da população. E desta vez, sem bola fora! Vamos votar para o Distrito Federal, o Brasil e sua população saírem vencedores.

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