O ano de 2024 trouxe desafios imensos para a saúde pública no Distrito Federal. Mas, também reforçou a atuação incansável do Sindicato dos Médicos do DF na defesa dos médicos e da população. Desde o início, estive na linha de frente cobrando soluções, denunciando problemas e lutando por melhores condições de trabalho e atendimento.
Logo nos primeiros meses, enfrentamos a grave alta nos casos de dengue. Denunciamos a negligência na prevenção e na gestão do surto, visitamos as tendas de atendimento e as UPAs, constatando as condições precárias enfrentadas por médicos e pacientes. A fiscalização, evidenciou a urgência de intervenções estruturais.
Outro tema crítico foi a redução de médicos na rede pública, com a saída de 27% dos profissionais do SUS-DF nos últimos dez anos. Essa evasão agravou a sobrecarga e comprometeu serviços essenciais, como pediatria, clínica médica, neonatologia e outros. Denunciamos a substituição de servidores por contratos terceirizados, ressaltando os riscos à qualidade do atendimento.
No início do ano, também alertamos para a crise de viroses respiratórias infantis, que sobrecarrega o sistema entre março e julho – o que já está mudando. Cobrávamos planejamento para evitar longas filas e falta de assistência, especialmente para as crianças. Aqui, vale a observação: a sazonalidade das doenças respiratórias infantis vem mudando e está se adiantando cada vez mais.
Em junho, lançamos uma campanha contra a violência nas unidades de saúde, reflexo direto da má gestão pública. A violência contra médicos e outros profissionais continua inaceitável, e seguimos cobrando medidas efetivas. Outro ponto central foi a valorização da carreira médica. Destacamos como a evasão de médicos no DF ameaça o SUS e reforçamos a necessidade de melhores condições de trabalho e remuneração para garantir atendimento de qualidade à população.
Com a campanha “Fato ou Fake”, combatemos informações distorcidas divulgadas pelo governo, mostrando que o problema da saúde pública não é a falta de médicos. Mas, é a ausência de valorização e gestão eficiente: situação sobre a qual alertamos ano após ano.
Abordamos com firmeza o caos no Hospital de Planaltina (e outros), onde a redução de 35% no número de pediatras em dez anos impacta diretamente o atendimento. Seguimos denunciando a sobrecarga e as condições precárias enfrentadas pelos profissionais. E levamos a situação a todos os órgãos de controle.
Também criticamos as prioridades equivocadas do Governo do Distrito Federal, que investe em obras enquanto problemas básicos de infraestrutura e atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) permanecem sem solução. Reafirmamos que a saúde pública precisa de ações reais e imediatas.
A representatividade da saúde do DF não para. Em cada denúncia, campanha e negociação, reafirmamos nosso compromisso como a voz ativa daqueles que fazem a saúde acontecer. Seguimos firmes rumo a 2025: pelos médicos, pelos profissionais da saúde, pela população e pelo DF. Fazemos isso pelas mudanças que precisamos. E das quais não desistiremos.
Desejo a todos um feliz Natal. Contem comigo!
Boas festas!